Viewing Room / Ana Vieira, ‘Ana Vieira: Uma antologia’, Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal (11 November 2017 – 25 February 2018)

Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018
Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018

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In the work of Ana Vieira (Coimbra, 1940 – Lisbon, 2016), one of the most fascinating and multifaceted artists of her generation, the home, a place where tensions and conflicts, emotions and desires are projected, is, to a large extent, the integrating element of thought and an infinite field of evocations and meanings.

Na obra de Ana Vieira (Coimbra, 1940 – Lisboa, 2016), uma das mais fascinantes e multifacetadas artistas da sua geração, a casa, lugar de projeção de tensões e conflitos, de emoções e desejos, é, em grande medida, o elemento integrador do pensamento e um campo infinito de evocações e significados.

Ana Vieira, Atravessar o Visível, 2008. Printed text on A4 paper sheets and magnifying glass. 21 x 30 cm
Ana Vieira, Atravessar o Visível, 2008. Printed text on A4 paper sheets and magnifying glass. 21 x 30 cm

Ana Vieira, Atravessar o Visível, 2008. Printed text on A4 paper sheets and magnifying glass. 21 x 30 cm

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Ana Vieira, Atravessar o Visível, 2008. Printed text on 11 sheets of paper and magnifying glass. 21 x 30 cm
Ana Vieira, Atravessar o Visível, 2008. Printed text on 11 sheets of paper and magnifying glass. 21 x 30 cm

Ana Vieira, Atravessar o Visível, 2008. Printed text on 11 sheets of paper and magnifying glass. 21 x 30 cm

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It is from this, from her surroundings and her objects, that the artist has formalized much of her work, creating new contexts and new concepts of representation, achieving, since the 1970s, a prominent place in the Portuguese artistic avant-garde.

É a partir dela, dos seus ambientes e dos seus objetos, que a artista veio formalizando grande parte da sua obra, criando novos contextos e novos conceitos de representação, alcançando, a partir da década de 1970, um lugar destacado na vanguarda artística portuguesa.

Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018
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Ana Vieira, Untitled, 2000. 60 x 42 x 46 cm.
Ana Vieira, Untitled, 2000. 60 x 42 x 46 cm.

Ana Vieira, Untitled, 2000. 60 x 42 x 46 cm.

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From early on, her creative process was marked by a departure from the painted canvas, leading her to transgress the boundaries between painting and sculpture and to combine different media and mechanisms of expression, adopting installation as her preferred practice.

O seu processo criativo ficou, desde cedo, marcado pelo desvio ao suporte do quadro pintado, levando-a a transgredir divisões entre a pintura e a escultura e a combinar diferentes meios e mecanismos de expressão, adotando a instalação como prática preferencial.









Ana Vieira, A Arte da Fuga, 2016. Linoleum/vinyl, sheet, foam mattress, and wooden furniture, restored and painted. 300 x 400 x 400 cm
















Ana Vieira, A Arte da Fuga, 2016. Linoleum/vinyl, sheet, foam mattress, and wooden furniture, restored and painted. 300 x 400 x 400 cm

Ana Vieira, A Arte da Fuga, 2016. Linoleum/vinyl, sheet, foam mattress, and wooden furniture, restored and painted. 300 x 400 x 400 cm

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As a means of questioning image and representation, Ana Vieira staged painting and brought it into space, giving rise to unexpected scenic and theatrical constructions, the cutting and emptying of figures, the manipulation of photographs and objects, and the creation of environments, such as simulacra of disturbing domestic and social spaces.

Como meio de questionamento da imagem e da representação, Ana Vieira encenou a pintura e trouxe-a para o espaço, dando lugar a inesperadas construções cénicas e teatrais, ao recorte e esvaziamento de figuras, à manipulação de fotografias e objetos ou à criação de ambientes, como simulacros de inquietantes espaços domésticos e sociais.

Ana Vieira, As Chaves, 2008. Variable dimensions.
Ana Vieira, As Chaves, 2008. Variable dimensions.

Ana Vieira, As Chaves, 2008. Variable dimensions.

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Ana Vieira, As Chaves (A Chave do Relógio), 2008. 12 x 84 x 12 cm








Ana Vieira, As Chaves (A Chave do Relógio), 2008. 12 x 84 x 12 cm

Ana Vieira, As Chaves (A Chave do Relógio), 2008. 12 x 84 x 12 cm

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Ana Vieira, As Chaves (A Chave das Arcas), 2008. 12 x 84 x 12 cm
Ana Vieira, As Chaves (A Chave das Arcas), 2008. 12 x 84 x 12 cm

Ana Vieira, As Chaves (A Chave das Arcas), 2008. 12 x 84 x 12 cm

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In a permanent chain of dualities: shadow/light, transparency/opacity, image/reflection, presence/absence, inside/outside, the fields of vision and tension between what is revealed and what is hidden multiply and shift, placing the visitor in the position of a voyeur, to whom the images become physically and visually inaccessible.

Numa permanente cadeia de dualidades: sombra/luz, transparência/opacidade, imagem/reflexo, presença/ausência, dentro/fora, multiplicam-se e deslocam-se os campos de visão e de tensão entre o que é revelado e o que é escondido, colocando o visitante numa posição de voyeur, a quem as imagens se tornam, física e visualmente, inacessíveis.

Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018
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Ana Vieira, Santa Paz Doméstica, Domesticada? (detail), 1977. Table and support, armchair, and various objects. Variable dimensions.
Ana Vieira, Santa Paz Doméstica, Domesticada? (detail), 1977. Table and support, armchair, and various objects. Variable dimensions.

Ana Vieira, Santa Paz Doméstica, Domesticada? (detail), 1977. Table and support, armchair, and various objects. Variable dimensions.

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Ana Vieira, Santa Paz Doméstica, Domesticada? (detail), 1977. Table and support, armchair, and various objects. Variable dimensions.
Ana Vieira, Santa Paz Doméstica, Domesticada? (detail), 1977. Table and support, armchair, and various objects. Variable dimensions.

Ana Vieira, Santa Paz Doméstica, Domesticada? (detail), 1977. Table and support, armchair, and various objects. Variable dimensions.

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Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018
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His works question the act of seeing, not only in the sense of moving towards invisibility, but also by demanding active participation from the visitor’s gaze and body, confronting them with unexpected games of concealment and revelation or forcing them to resort to mechanisms of perception and mediation of vision.

As suas obras interrogam o ato de ver, não apenas no sentido de caminharem para a sua invisibilidade, mas exigindo uma participação ativa do olhar e do corpo do visitante, confrontando-o com os inesperados jogos de ocultação e revelação ou a ter de recorrer a mecanismos de perceção e mediação da visão.

Ana Vieira, Le Déjeuner sur l’herbe 77, 1977. Slide of Édouard Manet’s painting “Le Déjeuner sur l’herbe” and tablecloth with objects. 187 x 247 cm.
Ana Vieira, Le Déjeuner sur l’herbe 77, 1977. Slide of Édouard Manet’s painting “Le Déjeuner sur l’herbe” and tablecloth with objects. 187 x 247 cm.

Ana Vieira, Le Déjeuner sur l’herbe 77, 1977. Slide of Édouard Manet’s painting “Le Déjeuner sur l’herbe” and tablecloth with objects. 187 x 247 cm.

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Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018
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Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018
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Ana Vieira, Os Móveis a Fugirem do seu Desígnio (12), 2014. Printing on modified paper. 25 x 18 cm
Ana Vieira, Os Móveis a Fugirem do seu Desígnio (12), 2014. Printing on modified paper. 25 x 18 cm

Ana Vieira, Os Móveis a Fugirem do seu Desígnio (12), 2014. Printing on modified paper. 25 x 18 cm

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Ana Vieira, Os Móveis a Fugirem do seu Desígnio (10), 2014. Printing on modified paper. 25 x 18 cm
Ana Vieira, Os Móveis a Fugirem do seu Desígnio (10), 2014. Printing on modified paper. 25 x 18 cm

Ana Vieira, Os Móveis a Fugirem do seu Desígnio (10), 2014. Printing on modified paper. 25 x 18 cm

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Ana Vieira, Os Móveis a Fugirem do seu Desígnio (09), 2014. Printing on modified paper. 25 x 18 cm
Ana Vieira, Os Móveis a Fugirem do seu Desígnio (09), 2014. Printing on modified paper. 25 x 18 cm

Ana Vieira, Os Móveis a Fugirem do seu Desígnio (09), 2014. Printing on modified paper. 25 x 18 cm

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Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018
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This anthology follows two important retrospectives, presented in 2011 at Modern Art Center (CAM) – Calouste Gulbenkian Foundation, in Lisbon, and in 1998 at the Serralves Museum, in Porto, and brings together a significant genealogy of works from the artist’s collection and various public and private collections, representing fifty years of her unique artistic career.

A presente antologia vem na sequência de duas importantes retrospetivas, apresentadas em 2011, no Centro de Arte Moderna (CAM) – Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e, em 1998, no Museu de Serralves, no Porto, e reúne uma significativa genealogia de obras, provenientes do acervo da artista e de diversas coleções públicas e privadas, representativas de cinquenta anos da sua singular carreira artística.

Ana Vieira, Untitled, 1978. 21 x 28 cm.
Ana Vieira, Untitled, 1978. 21 x 28 cm.

Ana Vieira, Untitled, 1978. 21 x 28 cm.

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Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018
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Ana Vieira, Mesa-Paisagem (detail), 1973. 94 x Ø 110 cm.  Wooden table, fabric, spray paint on fabric, metal, ceramics, and objects (1 plate, cutlery, napkin ring, napkin, sand, boat). Unique
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Ana Vieira, Mesa-Paisagem (detail), 1973. 94 x Ø 110 cm.  Wooden table, fabric, spray paint on fabric, metal, ceramics, and objects (1 plate, cutlery, napkin ring, napkin, sand, boat).Unique
Ana Vieira, Mesa-Paisagem (detail), 1973. 94 x Ø 110 cm.  Wooden table, fabric, spray paint on fabric, metal, ceramics, and objects (1 plate, cutlery, napkin ring, napkin, sand, boat).Unique

Ana Vieira, Mesa-Paisagem (detail), 1973. 94 x Ø 110 cm.  Wooden table, fabric, spray paint on fabric, metal, ceramics, and objects (1 plate, cutlery, napkin ring, napkin, sand, boat).Unique

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Ana Vieira, Mesa-Paisagem (detail), 1973. 94 x Ø 110 cm.  Wooden table, fabric, spray paint on fabric, metal, ceramics, and objects (1 plate, cutlery, napkin ring, napkin, sand, boat). Unique
Ana Vieira, Mesa-Paisagem (detail), 1973. 94 x Ø 110 cm.  Wooden table, fabric, spray paint on fabric, metal, ceramics, and objects (1 plate, cutlery, napkin ring, napkin, sand, boat). Unique

Ana Vieira, Mesa-Paisagem (detail), 1973. 94 x Ø 110 cm.  Wooden table, fabric, spray paint on fabric, metal, ceramics, and objects (1 plate, cutlery, napkin ring, napkin, sand, boat). Unique

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Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018
Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018

Exhibition view: Ana Vieira – Uma Antologia. Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, Bragança, Portugal, 2017-2018

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Curated by Jorge da Costa

 

Photos: Manuel Teles – Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (Bragança)

 

Collaboration: Artist’s Collection, Berardo Collection Museum, Calouste Gulbenkian Foundation, Portugal Telecom Foundation, Graça Brandão Gallery, Norlinda and José Lima Collection, Serralves Foundation – Museum of Contemporary Art.

Com curadoria de Jorge da Costa

 

Imagens: Manuel Teles – Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (Bragança)

 

Colaboração: Acervo da Artista, Museu Coleção Berardo, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Portugal Telecom, Galeria Graça Brandão, Coleção Norlinda e José Lima, Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea.

 

Ana Vieira was born in Coimbra in 1940, spent her childhood and early years on the island of São Miguel in the Azores, and lived most of her adult life in Lisbon, where she died in 2016. She graduated in Painting from the School of Fine Arts (1966) and was awarded the AICA Prize in 1991.

Ana Vieira started exhibiting her work regularly in the late 1960s and established herself as one of the key figures of Portuguese contemporary art in the decades that followed.  Anchored in a critical thinking and an artistic language that explores the limits and the traditional supports of art, particularly painting and sculpture, her practice aligns with the conceptual art movement and is markedly influenced by the exploration of everyday objects, spaces, and situations. Often in the form of installations, Vieira plays with representations of passages, half-spaces and transparencies, creating hybrid territories simultaneously visible and inaccessible, welcoming and hostile. These scenic creations allow for different possibilities for the experiencing of objects, freeing them from their function and inscribing them in a poetic dimension that lies between allegory and simulacrum.

Her work has been the subject of two major retrospective exhibitions, at the Serralves Museum in 1998 and at the Calouste Gulbenkian Foundation’s Modern Art Center in 2011, institutions with significant collections of the artist’s work. In 2017, the Graça Morais Art Center presented a major posthumous solo exhibition, and in 2020, the Es Baluard Museum in Spain dedicated an important retrospective exhibition of the artist’s work. More recently, the project “Ana Vieira: Cadernos de Montagem” has brought renewed attention to the work of one of the most iconic artists of the 20th century, studying, documenting, and exhibiting a collection of emblematic works.

Her work has been regularly featured in group exhibitions at national and international institutions, including: MAAT and Fundação EDP (Lisbon, PT); Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisbon, PT); Centro de Artes José de Guimarães (Guimarães, PT); Calouste Gulbenkian Foundation (Lisbon, PT); Serralves Museum (Porto, PT); CAV – Visual Arts Center (Coimbra, PT); Berardo Collection Museum (Lisbon, PT); Culturgest (Lisbon, PT); and also MARCO Vigo Art Museum (Vigo, ES); SESC Pompeia (São Paulo, BR); National Museum of Women in the Arts (Washington, USA); La Monnaie de Paris (Paris, FR); Afro-Brazil Museum (São Paulo, BR), amongst others.

Ana Vieira’s work is represented not only in the collections of CAM – Calouste Gulbenkian Foundation, Serralves Museum, Culturgest, State Contemporary Art Collection (CACE), MAC/CCB, but also in the EDP Foundation, Carmona e Costa Foundation, and Musée Cantonal de Beaux-Arts, Switzerland.

The artist’s archival collection is on deposit at the Banco de Arte Contemporânea (BAC).

Ana Vieira nasceu em Coimbra em 1940, passou a infância e adolescência na ilha de S. Miguel nos Açores e viveu grande parte da sua vida adulta em Lisboa, onde faleceu em 2016. Concluiu o curso de Pintura pela Escola Superior de Belas-Artes (1966) e foi distinguida com o Prémio AICA em 1991.

Começa a expor com regularidade no final dos anos 1960, afirmando-se nas décadas seguintes como uma das figuras incontornáveis da arte contemporânea portuguesa, com um pensamento crítico e uma linguagem artística que explora os limites e suportes das disciplinas, em particular da pintura e da escultura. A sua prática, alinhada com os movimentos da arte concetual, é marcadamente influenciada pela exploração dos objetos comuns, pelos espaços e situações do quotidiano, muitas vezes sob a forma de instalações onde jogos de transparências criam territórios híbridos, simultaneamente visíveis e inacessíveis, acolhedores e hostis. Estas criações cénicas oferecem outras hipóteses para a experiência dos objetos, libertando-os da sua função e inscrevendo-os numa dimensão poética que se insinua entre a alegoria e o simulacro.

O seu trabalho foi objeto de duas grandes exposições antológicas, no Museu de Serralves em 1998 e no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian em 2011, instituições com relevantes acervo da artista. Em 2017, o Centro de Arte Graça Morais apresenta uma grande exposição individual póstuma, e, em 2020, o Museu Es Baluard em Espanha dedica-lhe uma importante exposição retrospetiva. Mais recentemente, o projeto “Ana Vieira: Cadernos de Montagem” confere renovada atenção à obra de uma das mais icónicas artistas do século XX, estudando, documentando e expondo um conjunto de obras emblemáticas.

A sua obra vem sendo apresentada regularmente em exposições coletivas em instituições nacionais e internacionais, de entre as quais se destacam: MAAT e Fundação EDP (Lisboa, PT); Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa, PT); Centro de Artes José de Guimarães (Guimarães, PT); Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, PT); Museu de Serralves (Porto, PT); CAV – Centro de Artes Visuais (Coimbra, PT); Museu Coleção Berardo (Lisboa, PT); Culturgest (Lisboa, PT); e, ainda, MARCO Museu de Arte de Vigo (Vigo, ES); SESC Pompeia (São Paulo, BR); National Museum of Women in the Arts (Washington, EUA); La Monnaie de Paris (Paris, FR); Museu Afro-Brasil (São Paulo, BR), entre outros.

O trabalho de Ana Vieira está representado não só nas coleções do CAM – Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu de Serralves, da Culturgest, da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), do MAC/CCB, como também da Fundação EDP, da Fundação Carmona e Costa, do Musée Cantonal de Beaux-Arts, na Suíça.

O espólio documental da artista está em depósito no BAC (Banco de Arte Contemporânea).

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